Quadrilha de madeireiras causou prejuízos de R$ 500 milhões em RO, diz PF - Ao Vivo Rondônia

Quadrilha de madeireiras causou prejuízos de R$ 500 milhões em RO, diz PF

10/12/2014

Operação Mesclado teve início na manhã desta quarta, em quatro cidades. Lideranças indígenas integram grupo que se beneficiaria de extração ilegal.

Quadrilha de madeireiras causou prejuízos de R$ 500 milhões em RO, diz PF

O dano ambiental decorrente da extração ilegal e falsificação de madeira por uma suposta quadrilha em Rondônia pode chegar a R$ 500 milhões. O esquema foi revelado na Operação Mesclado, iniciada nesta quarta-feira (10) pela Polícia Federal e pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama). Segundo as investigações, a ação criminosa contava com a conivência e participação de lideranças indígenas da etnia Sacuraiabe, da reserva de Mequéns.

Desde o início desta manhã, estão sendo cumpridos 66 mandados, sendo 10 de prisão preventiva, um de prisão temporária, 23 de busca e apreensão, 17 de condução coercitiva, 22 ordens de interrupção de atividades de empresas madeireiras, além de medidas de sequestros de bens imóveis avaliados no montante aproximado de R$ 7,5 milhões. As ações são realizadas nos municípios de CacoalPimenta Bueno, Espigão do Oeste e Alto Alegre dos Parecis.

Durante as investigações, foram identificados cinco núcleos dentro da quadrilha, além das lideranças indígenas Sacuraiabe: detentores dos planos de manejo, madeireiros, consultores ambientais, exploradores e transportadores de madeira. Laranjas também teriam sido utilizados para o esquema. O grupo se beneficiava de extração ilícita de madeira da reserva Mequéns e o material extraído ilegalmente era 'esquentado' por meio de fraudes em planos de manejo. De acordo com a PF e o Ibama, líderes indígenas eram coniventes com o esquema e também se beneficiavam financeiramente.

As investigações tiveram início há cerca de um ano e, nesta quarta, cerca de 120 agentes estão envolvidos na operação. De acordo com o superintendente da Polícia Federal em Rondônia, Arcelino Vieira Damasceno, o nome da operação, Mesclado, se deve ao fato de que a ação envolve interesses indígenas e não indígenas.

 

 

Fonte:G1 Rondônia