Confúcio toma posse e já comete a primeira ilegalidade ao mandar Governo grampear secretários e assessores - Ao Vivo Rondônia

Confúcio toma posse e já comete a primeira ilegalidade ao mandar Governo grampear secretários e assessores

03/01/2015

Durante a solenidade de posse , o governador disse que já autorizou o Secretário de Segurança e Defesa, Antônio Reis , a instalar grampos (escutas telefônicas ilegais) em secretários e assessores .

Confúcio toma posse e já comete a primeira ilegalidade ao mandar Governo grampear secretários e assessores

Porto Velho, Rondônia - Um auditório imenso para um  público diminuto. Assim foi a posse melancólica do governador Confúcio Moura (PMDB)  e do vice-governador,  Daniel Pereira (PSB), nesta quinta-feira no Teatro Estadual. A solenidade da Assembleia Legislativa foi presidida pelo deputado Maurão de Carvalho. O fiasco foi grande e sobrou espaço. O cerimonial do Governo  havia reservado,  além do local da posse, mais um teatro anexo, além de ter espalhado várias tendas. Todos estes locais ficaram vazios. Além disso, até energia elétrica faltou e foi preciso retardar o início da solenidade.

Durante a solenidade de posse , o governador Confúcio Moura disse que já autorizou o Secretário de Segurança e Defesa, Antônio Reis , e o diretor geral da Polícia Civil, Pedro Mancebo, a instalarem   grampos (escutas telefônicas ilegais)  em secretários ,  assessores e todas as repartições públicas com o objetivo de saber o que acontece na gestão dele para que  não seja mais  surpreendido com operações da Polícia Federal. “Prefiro ser fiscalizado a cada dia pelos nossos delegados do que ver a Policia Federal agir em nosso Estado. Quem errar que responda por seus erros”, afirmou o governador, que está sendo investigado pela PF , e os ministérios públicos Federal e Estadual, com autoprização do Superior Tribunal de Justiça, acusado de ser o chefão de uma organização criminosa que desviou R$ 57 milhões do Estado.

Tudo poderia não passar de mera retórica e demagogia de quem está sendo investigado como chefe de quadrilha caso o discurso não trouxesse uma confissão de cometimento de ilegalidade praticada e tornada pública por ninguém menos que o próprio chefe do Poder Executivo Estadual, qual seja, o uso do aparelho estatal para violar a initimidade, o sigilo, as comunicações e a correspondência dos servidores ocupantes de cargos de confiança em todos os setores.

Confúcio disse claramente que já determinou às autoridades de segurança pública do Estado que monitorem e grampeiem os membros do Governo, inclusive ele mesmo, e que usem a estrutura da Polícia Civil para cometer a ilegalidade. Esses grampos e monitoramento, segundo a fala do governador, se estenderiam a todas as áreas governamentais.Mas, curiosamente, no discurso escrito, distribuído pelo Departamento de Comunicação do Governo (Decom), foi suprimido o trecho em que o governador faz tal declaração.

Ao anunciar a ilegalidade, Confúcio está deixando de observar a Constituição Federal, que trata da inviolabilidade do sigilo das comunicações telefônicas, a não ser por ordem judicial, e assim mesmo dentro de critérios bastante rigorosos previstos em lei. Também são invioláveis a intimidade e a vida privada das pessoas.  E são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos.

O confuso discurso de Confúcio Moura deixou latente seu inconformismo por ter sido detido e levado coercitivamente (à força) à  sede da Superintendência da Polícia Federal, durante o desenrolar da Operação Platéias. Ele também deixou claro sua revolta pelo fato de que,  na Operação Termópilas , foi  acordado por policiais federais, que prenderam seu afilhado na residência oficial de governador do Estado, além de revistarem seu quarto. “Eu não quero delegado da Polícia Federal me investigando”, disse o governador Confúcio Mura na solenidade de posse.

Sobre os escândalos, prisões e afastamento de autoridades de sua cúpula de governo, ele não tocou  diretamente no assunto, preferindo dizer que mesmo fazendo tudo certo, o governante, qualquer que seja ele, será  processado por seus atos.

Com informações de  A Crítica de Rondônia

fonte: tudorondonia.com.br