Ex-morador de rua, Rafael Teixeira é promessa do rap para 2015

31/12/2014

Ex-morador de rua, Rafael Teixeira é promessa do rap para 2015

Revelação do rap paulistano, Rafael Teixeira deu os primeiros passos em sua carreira musical com o EP “Eu Tô Na Rua'', lançado em setembro. Apesar de ser visto como “novato'' para os mais desavisados, sua experiência com música é antiga, assim como o nome de seu primeiro trabalho não poderia ser mais pertinente.

O cantor, que viveu tempos difíceis nas ruas de São Paulo antes de encontrar em seu talento para o rap uma alternativa para seu sustento, contou com exclusividade para a Rádio UOL sua história e o verdadeiro ínicio de seu envolvimento com a rima.

“Eu sou a terceira geração da minha família que se envolve com música'', lembra. “Sou sobrinho neto  do Teixeirinha de “Querência Amada'' e meu pai era guitarrista e interprete do Erasmo Carlos. Ele que me ensinou a gostar de pop rock, já minha mãe de bossa nova e mpb. Mas, aos 14 anos, quando vi o filme '8 Mile' do Eminem, que eu descobri o caminho da música que me identificava''.

Inspirado pelo rapper americano, Rafael Teixeira entrou de cabeça no rap e nunca mais conseguiu se desvenciliar do segmento. “Quando vi o filme, pensei: 'Tem algo entalado aqui no meu peito, sei fazer isso' e comecei a arriscar em free style. Com o passar do tempo realmente levei a sério que deveria fazer rap e fui atrás''.

Mas pelo caminho existiam obstáculos. O rapper, que seguia paralelamente carreira profissional no skate, perdeu o patrocínio ao quebrar o pé, e, mesmo assim, partiu para o Rio de Janeiro para conhecer o cenário do rap local e participou de diversas batalhas entre MC's, onde fez o próprio nome. Sem dinheiro, retornou para São Paulo de carona e quando chegou à capital se viu desamparado.

“A população de rua me acolheu e através da minha vivência com eles conheci o Movimento Nacional da População de Rua'', conta. “Vim para São Paulo, no berço do rap, porque se eu não fizesse isso por mim, ninguém mais faria''.

Se dedicando a pequenos bicos para conseguir se sustentar, Rafael continuou buscando seu sonho e conseguiu, de forma indepentende, lançar seu primeiro EP de músicas inéditas e composição própria com produção de Base MC. “Eu canto o que eu vivo'', diz. “Sempre disse isso quando me foquei na música: 'dinheiro, fama e sucesso são consequências de um bom trabalho. Mas o que pode deixar qualquer artista satisfeito é o reconhecimento''.

Como influencias, o rapper cita o comtemporâneo Tupac, além de grandes nomes como Dexter, Racionais e Ndee Naldinho. Mas é eclético ao citar Bob Marley, Djavan e Cartola. “Tem algo na música brasileira que é inigualável, uma essência e leveza que ninguém consegue reproduzir em outro lugar''.

 

 

 

Fonte: Uol