Amorprazol – Dinâmica familiar criada por pastor recebe críticas - Ao Vivo Rondônia

Amorprazol – Dinâmica familiar criada por pastor recebe críticas

27/12/2014

Amorprazol – Dinâmica familiar criada por pastor recebe críticas

Conhecido por ministrar para casais, o pastor Josué Gonçalves se tornou destaque na imprensa por conta de um novo projeto: o Amorprazol.

Trata-se de um “remédio” indicado para famílias que buscam “uma revolução de amor”. O principal ativo do medicamento espiritual são os “princípios bíblicos” que agem contra o divórcio e fortalecem os laços familiares.

O nome “amorprazol” faz referências ao famoso medicamento para problemas gástricos o “omeprazol”, mas o remédio do pastor Josué Gonçalves não deve ser ingerido.

Na verdade é uma dinâmica para ser feita com a família, um jogo para que as pessoas possam aprender a conviver e se relacionar da melhor maneira.

O frasco vendido a R$ 5 no site do ministério Amo Família vem com a inscrição “Alívio imediato para problemas familiares. Uso continuo”. A dinâmica proposta visa unir a família e estimular gestos que devem ser feitos durante uma semana sem que os demais integrantes da família desconfiem qual foi o gesto tirado de dentro da cápsula.

No final de uma semana a família se reúne e tentará descobrir o que cada pessoa tirou, estimulando a convivência familiar e proporcionando momentos de conversa entre pais e filhos.

Especialista contesta dinâmica

A psicoterapeuta Silvana Rangel foi entrevista pelo portal Delas e opinou sobre o amorprazol fazendo algumas ponderações. Uma delas é positiva e diz que a interação familiar proporciona mudanças no convívio, porém são mudanças pequenas..

“Se todos os dias o familiar te dá um abraço, um beijo, vai provocar uma mudança positiva, claro. Porém, temporária”, disse ela que também atua como coach especialista em relacionamentos.

Silvana Rangel diz que o jogo amorprazol pode forçar a interação e isso não é um ponto positivo.  Para ela a dinâmica sem acompanhamento de uma profissional para mediar o “jogo” pode gerar frustrações, principalmente por estar ligando uma prática psicológica com assuntos religiosos.

“O ponto delicado é ligar a religião com essa prática psicológica. Ao final a pessoa ainda pode acabar com o pensamento: ‘Deus não me ama’ ou ‘não sou merecedor´”, disse ela.

Criticando o método, a profissional discorda dos benefícios e diz que a prática pode não resolver os problemas familiares poder “jogar os problemas da família para debaixo do tapete”, uma vez que os gestos propostos não influenciarão as pessoas a resolverem seus problemas interpessoais.

 

Fonte: Gospel Destaque