Após 7 a 1, Seleção encerra 2014 com goleiro invicto e um gol em seis jogos - Ao Vivo Rondônia

Após 7 a 1, Seleção encerra 2014 com goleiro invicto e um gol em seis jogos

12/12/2014

Em quatro jogos com Dunga, Jefferson não sofreu gols. Em levantamento com arqueiros com mais de dez partidas pelo Brasil, atleta do Botafogo tem menor média

Após 7 a 1, Seleção encerra 2014 com goleiro invicto e um gol em seis jogos

O ano de 2014 não foi bem o que o torcedor brasileiro esperava. O sonho da conquista do hexacampeonato caiu por terra com um sonoro 7 a 1 para a Alemanha, em pleno Mineirão. Mas se o Mundial mostrou uma defesa frágil, o pós-Copa tem sido mais promissor do que os mais otimistas poderiam apostar. O setor defensivo mostrou-se seguro nos primeiros seis jogos da nova era Dunga e os goleiros foram os destaques. Reserva de Julio César no torneio, Jefferson ganhou o posto e não fez feio: em quatro destes jogos não sofreu gols, defendeu até pênalti cobrado por Lionel Messi na vitória por 2 a 0 sobre a Argentina, em Pequim, pelo Superclássico das Américas. Nos outros dois compromissos, Diego Alves foi superado pelos atacantes rivais em apenas uma oportunidade. 

Números para lá de positivos para uma defesa que vinha desconfiada após a goleada para os alemães e a derrota por 3 a 0 para a Holanda, na decisão do terceiro lugar. Em levantamento feito pelo GloboEsporte.com com goleiros que participaram de mais de dez jogos com a camisa da Seleção, uma constatação: Jefferson é o profissional com menor média de gols sofridos na história: foram apenas quatro em 12 partidas - 0,33.

- Fico muito feliz pelo momento que estou passando. São quatro anos de Seleção. Fui terceiro, segundo e agora estou tendo a chance de ser titular. Vestir a camisa do Brasil é um privilégio. Fico muito feliz de atingir essas metas, mas esse desempenho deve-se ao trabalho feito no Botafogo - afirmou o goleiro, que tem contrato com o clube alvinegro até o fim de 2015. 

INFO - Goleiros menos vazados da seleo brasileira  (Foto: Editoria de Arte)Goleiros com mais jogos na história da seleção brasileira (Foto: Editoria de Arte)

 

Contando com Jefferson, dos 96 arqueiros que atuaram pela Seleção em toda a história, apenas 18 fizeram mais de dez jogos com a camisa amarela. Destes, Taffarel foi quem mais entrou em campo. Foram 108 jogos e 72 gols sofridos (média de 0,66). Hoje, o tetracampeão em 1994 é o preparador de goleiros do Brasil e trabalha diretamente com o jogador do Botafogo e com Diego Alves, titular nos dois últimos jogos da equipe nacional. 

Quando eu soube que ia trabalhar com o Taffarel fiquei muito feliz. Sabia que eu aprenderia muito com ele 
Jefferson

Diego Alves, por sinal, está a uma partida de completar o seu décimo jogo pela Seleção. E a média do goleiro do Valencia também é boa. Em nove partidas, ele sofreu apenas dois gols - média de 0,22. Pouco antes de apresentar-se ao time canarinho para os jogos diante da Turquia, em Istambul, e contra a Áustria, em Viena, o jogador foi só elogios a Taffarel. 

- O Taffarel foi um ídolo, mais ou menos o responsável por eu me tornar goleiro. Em 1994 comecei a me dar conta do que era ser goleiro, e o Taffarel nessa época era quem estava mais em evidência, até pelo Mundial. E, quando fui para o Atlético-MG, muitas pessoas me falavam do Taffarel e me comparavam com ele, e isso me deixava bastante feliz, foi uma pessoa que tive como ídolo. Agora vou poder encontrar com ele na Seleção. Vou realizar um sonho de conhecê-lo pessoalmente e seu trabalho.

Outro dado que pesa a favor de Jefferson refere-se ao número de gols sofridos pelos goleiros que já passaram pela Seleção em suas 12 primeira partidas - mesmo número de jogos que o jogador do Botafogo tem como a amarelinha. Taffarel, por exemplo, sofreu seis gols em seus 12 compromissos iniciais pelo Brasil - média de 0,5.

- Quando eu soube que ia trabalhar com o Taffarel fiquei muito feliz. Sabia que eu aprenderia muito com ele, principalmente na questão de posicionamento. Amadureci bastante no pouco tempo em que trabalhei com ele - disse Jefferson. 

Diego Alves Seleo brasileira (Foto: Bruno Domingos / Mowa Press)Diego Alves em ação durante o treino da Seleção em Viena (Foto: Bruno Domingos / Mowa Press)
 
 
Fonte: Globo Esporte

 

Desde que Dunga assumiu a Seleção, além de Jefferson e Diego Alves, apenas outros dois nomes foram chamados pelo comandante: Rafael Cabral, do Napoli, e Neto, da Fiorentina. Dos dois, apenas o primeiro já atuou pela equipe principal. Em três partidas antes dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres, ele sofreu sete gols nos duelos diante dos Estados Unidos (1 gol), México (2) e Argentina (4).

Os próximos compromissos da Seleção será em março, na Europa. No dia 26 de março, o Brasil vai enfrentar a França, no Stade de France, em Paris. O segundo compromisso ainda não foi confirmado pela CBF. A convocação para as duas partidas deve sair no início de março e, mais uma vez, Jefferson e Diego Alves deverão estar os nomes chamados pelo treinador.